Levantamento do Passei Direto mostra sinais de fadiga mental ligados ao consumo digital;
49% dos respondentes relatam cansaço mental após usar redes e alunos passam, em média, 2h40 por dia conectados.
O impacto do consumo intenso de redes sociais já é percebido de forma direta na rotina de estudos de universitários brasileiros. Uma pesquisa realizada pelo Passei Direto, maior rede de estudos da América Latina, aponta que 59% dos estudantes acreditam que o uso excessivo dessas plataformas prejudica o desempenho acadêmico. Ao mesmo tempo, os respondentes relatam permanecer conectados, em média, 2 horas e 40 minutos por dia.
O levantamento ouviu em média 453 alunos de graduação e pós-graduação de todo o país para entender a percepção sobre o chamado “brain rot”, termo que ganhou força nas redes para descrever a fadiga mental associada ao consumo contínuo de conteúdos digitais. Embora 86% afirmem não conhecer a expressão, os comportamentos e sintomas ligados a ela já fazem parte da rotina dos estudantes.
Quase metade dos participantes (49%) relata sentir cansaço mental durante ou logo após o uso de redes sociais. Já 57% apontam o esgotamento físico e mental como a principal barreira para manter a concentração nos estudos.
“O dado que mais chama atenção é que os estudantes reconhecem os efeitos negativos da hiperconexão mesmo sem conhecer o termo que descreve o fenômeno. Isso indica que o debate sobre saúde mental e atenção precisa chegar também ao contexto da aprendizagem”, afirma Ricardo Guia, Diretor Geral do Passei Direto.
O estudo também mapeou os formatos de conteúdo mais consumidos. Vídeos curtos e virais como reels e TikTok, são a preferência de 59% dos respondentes, modelo frequentemente associado ao consumo rápido e fragmentado de informação. Ao mesmo tempo, 69% dizem buscar conteúdos educacionais na internet e 59% acompanham notícias e atualidades, indicando uma tentativa de equilibrar distração e aprendizado no ambiente digital.
Para lidar com a perda de foco, 55% afirmam adotar estratégias de organização prévia dos estudos. Outros 29% recorrem à prática de exercícios físicos como forma de manter a atenção e a disciplina.
Segundo Ricardo Guia, o cenário aponta para uma mudança no perfil do estudante e na forma de aprender. “A dificuldade de concentração não é apenas uma questão de método, mas de contexto. A forma como consumimos informação hoje influencia diretamente a forma como estudamos. Por isso, oferecer ferramentas que ajudem a estruturar o aprendizado se torna cada vez mais necessário”, afirma.
Os dados sugerem que o desafio atual não é apenas ter acesso ao conteúdo, mas conseguir sustentar atenção e profundidade em meio a estímulos constantes. Para estudantes, educadores e plataformas de ensino, a questão que se impõe é como transformar tempo de tela em tempo de aprendizagem efetiva e quais hábitos precisarão ser revistos para que o desempenho acadêmico não seja a principal vítima da hiperconexão.
Para acessar o estudo completo, baixe no link.


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