Estudo sobre a Black Friday 2025 revela consumidor mais planejado, sensível a condições de preço e crescimento de 7,8% no faturamento da data
Na última semana, o UOL divulgou os resultados do estudo UOL Shoppers Pós Black Friday 2025, levantamento que analisou o comportamento de compra dos brasileiros durante a principal data promocional do varejo. Realizado pelo time de Consumer Insights UOL, em parceria com a MindMiners, por meio do aplicativo MeSeems, o estudo ouviu mil brasileiros com 18 anos ou mais, que realizaram compras no período.
Consolidada como um dos principais motores do varejo nacional, a Black Friday 2025 movimentou R$ 10,2 bilhões, alta de 7,8% em relação a 2024, chegando a 21,5 milhões de pedidos (+16,5%) e cerca de 57 milhões de itens vendidos. Além do crescimento em volume de compras, os dados mostram uma transformação no perfil do consumidor, que está mais criterioso e cada vez mais apoiado pela tecnologia na hora de decidir. De acordo com os dados, 53% dos consumidores utilizaram soluções de IA para buscar informações sobre produtos e serviços, sendo 31% de forma intensa.
Mais da metade dos entrevistados (58%) afirmou ter aproveitado as ofertas para comprar algo para si, índice que representa uma queda de cinco pontos percentuais em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, aumentou para 35% o grupo que combinou compras para uso próprio e para presentear outras pessoas (+7 p.p.). Já apenas 7% realizaram compras exclusivamente para presentear.
Esse movimento indica uma postura de consumo mais planejada, em que os consumidores aproveitam condições favoráveis para incluir presentes, além das compras pessoais.
A pesquisa também indica que, mesmo diante de descontos, o consumidor compara ofertas antes de finalizar a compra. 71% da amostra pesquisa previamente, índice que chega a 80% entre os shoppers UOL, com buscas iniciadas semanas ou até meses antes da data.
“Muito se questionava a veracidade dos descontos na Black Friday, o que faz com que o consumidor acompanhe os preços ao longo do ano e chegue à data mais preparado. Para as marcas, isso reforça a importância de estratégias consistentes e de construção de valor ao longo de todo o ano, e não apenas pontuais na data”, destaca Paulo Samia, CEO do UOL.
Os marketplaces lideram como principal ambiente de pesquisa (48%), seguidos por buscadores (45%) e sites das próprias marcas (34%). Comparadores de preço, plataformas de avaliação, vídeos de review e recomendações pessoais também fazem parte da jornada. Após essa etapa, 91% afirmaram ter se sentido seguros ao concluir a compra, oito pontos percentuais acima de 2024.
Moda e acessórios, cosméticos e supermercados seguem como as categorias mais compradas. A audiência UOL registra percentuais acima da média em praticamente todas as categorias, com destaque para bens duráveis, tecnologia e serviços.
“Este estudo integra a plataforma Insights do UOL para Marcas, que reúne pesquisas proprietárias e análises aprofundadas sobre comportamento e consumo no ambiente digital. Nosso compromisso é transformar dados em inteligência estratégica, apoiando as marcas na tomada de decisão e no desenvolvimento de iniciativas mais relevantes e eficazes, finaliza Paulo.
A pesquisa completa está disponível no link.
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