Com salto no quadro de colaboradores, Equatorial Goiás foca em postos de engenharia e tecnologia para consolidar cultura de inclusão
O mercado de trabalho formal em Goiás vive um momento
de números históricos, com a menor taxa de desocupação em doze anos (4,4%),
segundo estudo realizado pelo Instituto Mauro Borges (IMB) em 2023. No entanto,
para uma parcela específica da população, o desafio vai além da disponibilidade
de vagas. Das mais de 580 mil pessoas com deficiência no Estado, sete em cada
dez ainda estão na informalidade. Nesse cenário, o movimento de protagonismo em
funções técnicas e de liderança começa a redesenhar o perfil da mão de obra
goiana.
Na estrutura da Equatorial Goiás, esse movimento se
traduz em uma mudança de cultura interna que alcança hoje centenas de
profissionais. Em dezembro de 2022, a companhia contava com nove colaboradores
com deficiência. Três anos depois, o salto numérico revela um esforço de
adaptação que vai além da acessibilidade arquitetônica, alcançando a
inteligência de dados e a alta complexidade do setor elétrico.
A engenharia do reconhecimento
Um dos rostos dessa transição é o engenheiro de
distribuição Paulo Henrique Almeida Cavalcante. Com mais de 40 anos de
trajetória no setor elétrico, ele gerencia hoje processos estratégicos que
envolvem um giro superior a 10 mil elementos contábeis por mês, exigindo
elevada capacidade analítica. Especialista em transformar grandes volumes de
dados em informações gerenciais, Paulo Henrique utiliza hoje ferramentas de
Inteligência Artificial para otimizar processos que, no início de sua carreira,
eram feitos integralmente de forma manual.[Quebra da Disposição de
Texto][Quebra da Disposição de Texto]Para
ele, a presença de profissionais com deficiência em áreas estratégicas é um
sinal de que o mercado começa a enxergar o intelecto antes da limitação. “É
perceptível um ambiente extremamente respeitoso, humano e acolhedor, onde todos
os profissionais são tratados de forma igualitária, sem estigmas relacionados à
deficiência. Existe um entendimento claro de que cada pessoa possui suas
próprias características e desafios, independentemente de possuir ou não uma
deficiência”, afirma o engenheiro.
Mesmo diante de oportunidades em outras unidades da
federação, o profissional decidiu permanecer na distribuidora em Goiás. Sua
rotina envolve hoje não apenas a engenharia, mas também o papel de referência
técnica para as equipes ao seu redor.
Respeito às Individualidades
A estratégia de inclusão passa por um ponto sensível:
as deficiências que os olhos não veem. A consultora de Gente e Gestão da
Equatorial Goiás, Gabriela Carvalho, explica que o aprendizado tem sido mútuo.
"Entendemos que a deficiência é apenas uma das características do
indivíduo. O nosso papel é ajustar o ambiente para que o talento apareça",
observa.
Paulo Henrique corrobora essa visão ao destacar o
cuidado real com a acessibilidade física e funcional. “A empresa dispõe de
espaços acessíveis, ambientes bem iluminados e estruturas adaptadas, sempre
buscando oferecer ao colaborador as melhores condições para desenvolvimento
profissional, segurança e integração”, pontua.
Cultura e Reconhecimento
A presença de profissionais com décadas de experiência
em cargos estratégicos reflete o amadurecimento das políticas de inclusão no
setor elétrico goiano. Para além das adaptações físicas, a consolidação desse
quadro técnico aponta para uma cultura organizacional que privilegia a
autonomia e a inovação. O movimento de integração desses talentos à operação do
Estado reforça a transição para um mercado de trabalho que busca, de forma
crescente, a excelência técnica associada ao respeito às individualidades.
Como se candidatar
A Equatorial Goiás mantém um banco de talentos
permanente voltado para pessoas com deficiência, com oportunidades em diversas
áreas de atuação. Os profissionais interessados em compor o quadro da
distribuidora podem se candidatar por meio do portal de carreiras oficial:
Sobre a Equatorial Goiás
A Equatorial Goiás integra o Grupo Equatorial, holding
brasileira do setor de utilities e o terceiro maior grupo de distribuição de
energia do país. O grupo atende mais de 56 milhões de pessoas por meio de sete
concessionárias. Em Goiás, são cerca de 3,5 milhões de unidades consumidoras,
distribuídas em 237 municípios, abrangendo 98,7% do território estadual, em uma
área de 336.871 km².
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