Por Lener Jayme, presidente da Equatorial Goiás
Há pouco mais de um século, a iluminação elétrica transformou a rotina das cidades. Estendeu o funcionamento do comércio, ampliou a segurança nas ruas, impulsionou a industrialização e mudou a forma como as pessoas vivem e trabalham. Desde então, a eletricidade deixou de ser apenas um avanço tecnológico para se tornar um dos pilares do desenvolvimento econômico e social.
Hoje, acender uma lâmpada é um gesto tão simples que raramente nos faz pensar na estrutura necessária para que isso aconteça. Enquanto o fornecimento ocorre normalmente, quase ninguém percebe a complexa rede que leva energia a residências, hospitais, escolas, propriedades rurais e indústrias. É essa infraestrutura, silenciosa e quase invisível, que contribui diretamente para o crescimento de um estado como Goiás.
Estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostram que o consumo de eletricidade acompanha o desempenho da economia, a geração de empregos, o aumento da renda e, mais recentemente, os efeitos das mudanças climáticas. Ondas de calor, por exemplo, elevam significativamente o uso de energia e exigem sistemas mais preparados para responder às oscilações da demanda.
É nesse contexto que a Equatorial Goiás vem executando um amplo programa de modernização do sistema elétrico. Mais do que ampliar a capacidade do sistema, o desafio tem sido reconstruir uma infraestrutura essencial para acompanhar o ritmo de crescimento do Estado. Desde 2023, a Equatorial Goiás inspecionou 827 subestações e incorporou mais de 208 mil automações ao sistema elétrico. Esse e outros conjuntos de ações contribuíram para uma redução de 44% na duração das interrupções na rede, e de 43% na frequência das mesmas, indicadores que refletem diretamente a qualidade do fornecimento percebida pelos consumidores.
As intervenções alcançam todas as regiões do Estado. Na Região Metropolitana de Goiânia, reforçam o atendimento ao crescimento urbano. No Norte e Nordeste, ampliam a capacidade para receber novos empreendimentos industriais. No Sul e Sudoeste, acompanham a expansão do agronegócio e de outros setores produtivos. Cada obra responde às necessidades locais, mas todas têm o mesmo propósito: preparar Goiás para os próximos anos.
A transformação também passa pela tecnologia. Hoje, drones equipados com câmeras térmicas e sensores identificam falhas com rapidez, inclusive em áreas de difícil acesso, reduzindo o tempo de inspeção e permitindo respostas mais ágeis das equipes, especialmente após eventos climáticos. Com isso, a capacidade de inspeção da rede saltou de 6,5 km para até 30 km por dia. Além de acelerar a manutenção preventiva, a frota tecnológica amplia a eficiência operacional e fortalece a segurança do fornecimento de energia para mais de 3,8 milhões de clientes em Goiás.
Os desafios ainda são muitos, especialmente diante do ritmo de crescimento do agronegócio no estado, mas a Equatorial tem conduzido esse processo de forma consistente, investindo no presente para ampliar a capacidade da rede e preparar o sistema elétrico para as demandas dos próximos anos.
Quando se fala em infraestrutura, o debate costuma se concentrar em rodovias, ferrovias e aeroportos. Todos são essenciais. Mas a rede elétrica merece o mesmo olhar estratégico. Ela é a base que permite atrair investimentos, ampliar a atividade econômica e garantir que o crescimento aconteça com segurança e qualidade para a população.
Investir nessa estrutura elétrica é, acima de tudo, preparar Goiás para o futuro.

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