Concessionária intensifica ações em regiões com maior incidência de ocorrências e explica como funciona acompanhamento em tempo real da rede elétrica
A tradição de soltar pipas
atravessa gerações, uma brincadeira que carrega histórias e conexões entre pais
e filhos. Neste período de seca, o céu limpo favorece a prática, mas os riscos
são reais: em 2025 foram 1002 casos de pipas em contato com a rede, que podem
levar a choques, interrupção do fornecimento, curtos-circuitos e incêndios.
Mas você sabe que os pipeiros
têm uma regulamentação estadual? É a lei nº 7.469/2024, criada para guiar a
atividade e manter todos longe de riscos. Entre as medidas de segurança
estabelecidas na legislação estão:
* Ao soltar as pipas, o local
deve ser uma área aberta com no mínimo 500 metros, como praças, campos de
futebol e campos aptos que não gerem riscos à rede elétrica e a moradias.
* As linhas das pipas podem
gerar riscos à pedestres, condutores de bicicleta e motocicletas, tanto em
distância de vias, como o tipo de linha.
* A lei proíbe que seja feito
próximo a redes de energia, aeroportos e aeroclubes.
* As linhas cortantes são
proibidas, cerol ou linha chilena, essas carregam materiais como: pó de vidro,
limalha de ferro, mistura industrial com quartzo e óxido de alumínio.
De acordo com a Lei Estadual
nº 7.469/2024, as multas pelo uso e venda de linhas com cerol ou alteradas
podem variar de R$5 mil para pessoas jurídicas. Em Goiânia, a Lei nº 8.832
define uma multa fixa de R$ 10 mil aos estabelecimentos que vendam essas alterações;
após um aviso com prazo para retirada do material, o descumprimento pode
resultar na perda de licenças e na cassação do Alvará de Localização e
Funcionamento. É importante lembrar que a linha é considerada alterada quando
possui qualquer tipo de material cortante aderido ao fio.
Um alerta da executiva
Segurança do Trabalho da Equatorial Goiás, Suzane Caires, é sobre o local
correto e seguro para que a brincadeira possa ocorrer com segurança. “Em sua
cidade, procure áreas, sem rede próxima, como campos de futebol, ou campos
abertos maiores que 500 metros e tome cuidado com a direção do vento, para que
a pipa não seja levada para os fios. Uma outra observação é que não use
materiais condutores, um exemplo é a linha chilena, que contém limalha de
ferro, caso toque nos cabos, pode levar a curtos-circuitos e choques, podendo
ser fatais", reforça Suzane.
As dez cidades com maiores
casos de pipas na rede em 2025
O total de registros de
atendimento à rede elétrica causados por pipas chega a 172 no Entorno do
Distrito Federal e a 510 na Região Metropolitana de Goiânia em 2025.
Distrito Federal (172
casos):
* Novo Gama: 56 casos
* Valparaíso de Goiás: 55
casos
* Águas Lindas de Goiás: 27
casos
* Planaltina: 24 casos
* Formosa: 10 casos
Região Metropolitana de
Goiânia (510 casos):
* Goiânia: 231 casos
* Aparecida de Goiânia: 190
casos
* Senador Canedo: 43 casos
* Trindade: 35 casos
* Goianira: 11 casos
A Região Metropolitana de
Goiânia a concentra 51,31% das ocorrências do estado, com destaque para Goiânia
(23%), Aparecida de Goiânia (19%) e Senador Canedo (4%).
Locais seguros para soltar
pipas
Para não impedir a brincadeira
existem diversos espaços adequados em Goiânia e no entorno de Brasília, regiões
características pela grande quantidade de casos de pipas na rede elétrica.
Distrito Federal:
* Taguaparque (Taguatinga)
* Parque Ecológico do Gama
* Praças do Guará
* Descampados em Ceilândia
* Eixão (Asa Norte/Sul)
* Parque Ecológico do Riacho
Fundo
Goiânia:
* Centro Cultural Oscar
Niemeyer
* Praça do Remo (Setor Santa
Genoveva)
* Região do Jardim Curitiba
* Áreas abertas de Aparecida
de Goiânia (proximidades do Polo Industrial)
O que fazer em casos de
acidentes com a rede?
Em caso de alguma pipa entrar
em contato com a fiação, não tente retirar o objeto e solte a linha
imediatamente. A pipa pode ser energizada e ocasionar choques em quem estiver
em contato com o fio, além de incêndios nos postes e nas casas próximas.
Nestes momentos, as
orientações dadas pelo gerente do Centro de Operações Integradas, Vinicyus
Lima, são claras. "As pipas não devem ser utilizadas próximas à rede
elétrica. Caso alguma se entrelace nos fios, não tente retirar de nenhuma
forma. Se a pipa gerar queda de energia ou choque, faça um chamado nos canais
oficiais da Equatorial Goiás. Uma equipe será enviada para retirar o objeto e
restabelecer o fornecimento", salienta o gerente.
A distribuidora tem equipes
diversas, indo do atendimento ao cliente até a restauração do fornecimento em
todo o estado. Essa estratégia começa no Centro de Operações Integradas com a
coordenação da rede, passando pelas equipes em cada alerta e ações de acordo
com a necessidade de cada momento.
Atendimento ao cliente
Em caso de ocorrências, os
clientes podem acessar os serviços por meio dos canais da Equatorial Goiás, que
funcionam 24h:
* Assistente virtual Clara:
basta enviar “Oi” para o número (62) 3243-2020 no WhatsApp.
* Agência Virtual: no site
www.equatorialenergia.com.br, escolha a opção Goiás para acessar serviços como
emissão de segunda via e registro de falta de energia.
* Aplicativo Equatorial
Energia: disponível para download em Android e iOS. (novo aplicativo)
* Central de Atendimento 0800
062 0196: ligação gratuita, disponível 24h.
Sobre a Equatorial Goiás
A Equatorial Goiás é uma
empresa que pertence ao Grupo Equatorial, uma holding brasileira do setor de
utilities, sendo o 3º maior grupo de distribuição de energia do País, com 7
concessionárias que atendem mais de 56 milhões de pessoas. Somente em Goiás são
cerca de 3,8 milhões de unidades consumidoras, localizadas em 237 municípios do
Estado e abrangendo 98,7% do território estadual, com cobertura de uma
área de 336.871 km².
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