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Especialista explica as diferenças entre as modalidades e quando cada uma faz mais sentido para o consumidor
O mercado de compra parcelada de veículos segue aquecido em 2026, impulsionado tanto pelo financiamento quanto pelo consórcio. Um levantamento da Trillia, unidade de inteligência de dados da B3 (Bolsa de Valores Brasileira), mostra que enquanto 3,78 milhões de veículos foram financiados no primeiro semestre, alta de 10,9% sobre o mesmo período do ano passado e o melhor resultado desde 2008, o sistema de consórcios também manteve trajetória de crescimento. Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), os segmentos de veículos leves e motocicletas somaram 1,76 milhão de cotas comercializadas entre janeiro e junho, avanço de 6,1% na comparação anual, refletindo a busca dos consumidores por alternativas de aquisição mais econômicas em um cenário de juros elevados.
Embora o financiamento ainda concentre um volume significativamente maior de operações, o consórcio mantém um ritmo de crescimento ligeiramente superior, impulsionado principalmente pelo cenário de juros elevados e pela busca dos consumidores por alternativas de compra mais econômicas e planejadas. Para Cléber Gomes, CEO e Co-fundador da Maestria, empresa especializada em consórcios e produtos financeiros no B2B, o avanço das duas modalidades reflete perfis distintos de consumidores.
"Os dois mercados estão crescendo, mas por motivos diferentes. O financiamento continua sendo a escolha de quem precisa do veículo imediatamente. Já o consórcio vem ganhando espaço entre consumidores que priorizam planejamento e querem evitar o custo dos juros. Com o crédito mais caro, investir na modalidade pode representar uma economia significativa na aquisição do veículo", alerta.
Segundo o especialista, a principal diferença entre as modalidades está no custo da operação e no prazo para receber o bem. Enquanto no financiamento o comprador tem acesso imediato ao veículo, mas arca com juros e demais encargos financeiros, no consórcio o consumidor participa de um grupo e aguarda a contemplação por sorteio ou lance para utilizar a carta de crédito.
"No financiamento, você paga pela antecipação da compra. É uma modalidade indicada para quem realmente precisa do carro naquele momento, seja para trabalhar ou por uma necessidade familiar. Já o consórcio exige planejamento, mas, em contrapartida, não cobra juros, apenas uma taxa de administração, o que reduz significativamente o custo total da aquisição”, diz o CEO de Maestria.
Cléber também destaca que o consórcio oferece maior flexibilidade para quem não tem urgência e deseja maximizar seu poder de compra."Quando contemplado, o consumidor compra como se estivesse pagando à vista, o que amplia o poder de negociação e pode garantir descontos na concessionária. Além disso, quem tem uma reserva financeira pode ofertar lances para antecipar a contemplação, unindo planejamento e estratégia."
Na avaliação do especialista, a decisão entre consórcio e financiamento deve levar em conta não apenas o valor das parcelas, mas também a necessidade imediata do bem e o impacto da operação no orçamento familiar."Não existe uma modalidade melhor para todos. Quem precisa do carro hoje pode encontrar no financiamento a solução ideal. Mas quem consegue se programar tende a economizar bastante com o consórcio. O mais importante é analisar o custo total da operação e escolher a alternativa que faça sentido para o momento financeiro de cada pessoa", explica Cleber.
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