Em entrevista ao Viva Brasília, candidato a deputado federal destacou atendimento à população vulnerável, inclusão e valorização dos servidores
A fiscalização dos serviços de saúde e a aproximação entre parlamentares e comunidades foram os principais pontos defendidos por Celestino Chupel, conhecido como Defensor Celestino, durante entrevista ao Viva Brasília Podcast. Na conversa com Fran Mendonça, o candidato a deputado federal pelo Republicanos relacionou suas propostas à experiência na Defensoria Pública do Distrito Federal.
“Nós precisamos fiscalizar as leis que existem e fazê-las serem aplicadas”, afirmou, ao defender que a atuação parlamentar acompanhe os resultados das políticas públicas.
Do Exército à Defensoria Pública
Natural de Vacaria, no Rio Grande do Sul, Celestino contou que era sargento do Exército e decidiu estudar para concursos buscando melhores condições para criar seus quatro filhos.
Chegou ao Distrito Federal em 2004, após ser aprovado no concurso para procurador de assistência judiciária. Sua primeira lotação foi em Brazlândia. Depois, atuou em áreas como infância e juventude, saúde e defesa do consumidor, até exercer o cargo de defensor público-geral.
Segundo ele, o contato com famílias que enfrentavam dificuldades para conseguir tratamento médico foi determinante para sua entrada na disputa eleitoral.
“Eu estou levando para a Câmara Federal a experiência de sofrimento das pessoas mais vulneráveis”, declarou.
Saúde exige equipes e acompanhamento
Celestino apontou filas de cirurgias, dificuldades no tratamento oncológico e falta de medicamentos como problemas que precisam de acompanhamento constante. Também relatou ter encontrado equipamentos encaixotados em hospitais enquanto pacientes aguardavam exames.
Para o candidato, a construção de unidades deve ser acompanhada de planejamento para contratar profissionais e garantir o funcionamento dos serviços.
“Adianta eu construir hospital e não ter profissional de saúde?”, questionou.
Ele defendeu diálogo com os gestores e mudanças que tornem mais ágil a resposta às necessidades dos pacientes. Ao abordar reuniões com a Secretaria de Saúde, reconheceu a disposição para buscar soluções, mas ressaltou a necessidade de acompanhar sua execução.
Acolhimento às mulheres
Ao recordar o atendimento a mulheres vítimas de violência, Celestino disse que passou a compreender necessidades que iam além das ações judiciais. Relatou demandas por abrigo, emprego, assistência social e tratamento médico.
Segundo ele, essa percepção orientou o reforço das equipes de atendimento e a realização de ações com instituições públicas e parceiros privados, reunindo serviços jurídicos, de saúde e de qualificação profissional.
“Nós temos que nos importar com esse sofrimento para tentar diminuir”, afirmou.
Também citou iniciativas da Defensoria em escolas e comunidades mais distantes como formas de aproximar os serviços da população.
Inclusão e valorização dos servidores
Na educação, Celestino defendeu a ampliação do ensino em tempo integral e melhores condições de inclusão para estudantes autistas e pessoas com deficiência. Destacou a necessidade de equipes preparadas, cuidadores e apoio às famílias, além da atenção às pessoas autistas na vida adulta.
Na segurança, apontou a prevenção e a valorização de policiais e bombeiros como prioridades. Para ele, condições adequadas de trabalho também se refletem na qualidade do atendimento à população.
Compromisso com prestação de contas
Sobre sua atuação no Congresso, Celestino afirmou que pretende avaliar as propostas pelos benefícios à população do DF.
“Se o projeto for bom para a população do Distrito Federal, vai contar com o meu apoio”, disse.
Ao final, comprometeu-se a retornar ao programa para prestar contas, caso seja eleito, e a acompanhar indicadores da saúde e a expansão das escolas em tempo integral. Também prometeu manter o gabinete aberto e visitar comunidades aos sábados.
Questionado sobre o que faria seu mandato valer a pena, respondeu: “Melhorar a vida das pessoas.”
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