Ministro Augusto Nardes, do TCU, e Cris Nardes, da RGB, defendem a governança para combater a corrupção e o mascaramento das contas públicas

 Em série de diálogos nas redes sociais, pai e filha alertam: sem confiança, transparência e integridade na gestão, o Brasil não cresce nem deixa legado às próximas gerações 

 

A governança pública deixou de ser assunto técnico para se tornar a bandeira central de um debate que mobiliza duas das principais referências do controle das contas no país: o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, e sua filha, a jornalista e fundadora da Rede Governança Brasil (RGB), Cris Nardes.

Em uma série de conversas divulgada nas redes sociais, pai e filha apresentam uma visão de nação fundada em um princípio simples e poderoso: “Governança não é burocracia — é passar confiança, agir com transparência e ter integridade”.

Para eles, o serviço público precisa ser pautado pela gestão técnica, pela responsabilidade com o dinheiro do povo e pela transparência total, como condição para que o país cresça de verdade e deixe um legado às próximas gerações.

O alerta parte de quem conhece, na prática, o que acontece quando as regras fiscais são ignoradas. Augusto Nardes ficou marcado na história do TCU como o relator das contas do governo de 2014 — que identificou as chamadas “pedaladas fiscais” e a recomendação de rejeição das contas da Presidência, fato inédito em décadas.

Em esclarecedora conversa com Cris, ministro e filha reforçam que não existe mágica nem discurso fácil: a única forma real de enfrentar a corrupção é com ferramentas de governança. Para proteger o dinheiro do cidadão e fechar as portas aos desvios, o Estado precisa de processos claros, controle severo e transparência total.

“Sem governança, os recursos públicos se perdem no caminho; com governança, a gestão funciona e os serviços chegam a quem realmente precisa”, sintetizam.

O terceiro eixo do diálogo escancara o perigo da maquiagem das contas públicas. Nardes explica, de forma simples e direta, o mecanismo da desorçamentação e como as pedaladas fiscais escondem a real situação do país e comprometem o futuro. Quando o governo maquia o orçamento e empurra dívidas para a frente, o resultado é inflação, falta de recursos para a saúde e paralisia nos serviços essenciais.

“A governança e a responsabilidade fiscal são as únicas garantias para impedir manobras que destroem a economia”, resume Augusto Nardes.

A mensagem é clara: sem confiança, não há investimento nem desenvolvimento — e é justamente essa confiança que a gestão transparente e íntegra é capaz de reconstruir.

Cris Nardes, que também é fundadora e diretora de governança do Instituto Latino-Americano de Governança e Compliance Público e idealizadora do Pronagov — metodologia de gestão aplicada em mais de 400 municípios —, conduz o projeto “Vozes da Governança” reunindo seu pai, embaixador da RGB, em favor de um programa que une a tradição do controle de contas à modernização do Estado. A visão compartilhada entre pai e filha aponta um caminho inequívoco: o país que investe em governança protege o cidadão, atrai investimento e constrói um futuro sólido para as próximas gerações.

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