Luis Miranda apresenta proposta de construir uma unidade pública e multidisciplinar para atender crianças, jovens e adultos autistas.
Se você acompanha as discussões sobre saúde e autismo no Distrito Federal, provavelmente já percebeu que uma das principais questões é a continuidade do atendimento ao longo da vida.
É justamente nesse ponto que Luis Miranda apresenta uma de suas principais propostas para a área da saúde: a construção de um Hospital do Autismo no Distrito Federal, destinado ao atendimento de crianças, jovens e adultos, sem distinção de idade.
Mas existe um capítulo anterior nessa história.
Antes de apresentar essa proposta para o Distrito Federal, Miranda já havia participado, como deputado federal, das discussões no Congresso Nacional envolvendo o acesso a tratamentos de saúde e o chamado rol taxativo dos planos de saúde.
VOCÊ SE LEMBRA DA DISCUSSÃO SOBRE O ROL TAXATIVO?
Em 2022, o debate sobre a cobertura dos planos de saúde ganhou enorme repercussão depois de decisão do Superior Tribunal de Justiça envolvendo o rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Naquele período, Miranda apresentou o PL 1.549/2022, propondo alteração na legislação relacionada ao caráter do rol. A Câmara dos Deputados registra oficialmente sua autoria na proposição.
Também houve participação parlamentar de Miranda em discussões e audiências relacionadas ao tema.
Posteriormente, foi aprovada a Lei nº 14.454/2022, que estabeleceu critérios para cobertura de tratamentos não incluídos no rol da ANS.
É importante compreender: a mudança legislativa foi resultado de um processo parlamentar coletivo, com participação de diferentes deputados e posterior sanção presidencial. Miranda participou desse processo como autor e coautor de proposições relacionadas ao tema.
E AGORA, O QUE ELE PROPÕE PARA O AUTISMO?
Agora imagine uma criança recebendo o diagnóstico de autismo.
Ela precisa de acompanhamento.
Depois cresce.
Torna-se adolescente.
Mais tarde, jovem.
E finalmente chega à vida adulta.
O atendimento termina quando ela completa 18 anos?
A proposta apresentada por Miranda parte justamente da ideia de que não.
O candidato defende a construção de um Hospital do Autismo público e multidisciplinar, planejado para atender diferentes faixas etárias.
Ou seja:
crianças, jovens e adultos.
Sem distinção de idade.
“O AUTISMO NÃO TEM IDADE”
Na publicação em que apresenta a proposta, Miranda afirma ser autista e relaciona sua experiência pessoal à defesa de políticas públicas para essa população.
A mensagem publicada diz:
“Só um autista entende o autismo. O cuidado não espera. E nossas crianças também não.”
Vejam aqui o vídeo dele na íntegra:
https://www.instagram.com/reel/Dd4e8SZTMWz/?stkn=MW1wNmMzaW4wZTdv
E apresenta o objetivo de lutar pela criação de um Hospital do Autista em Brasília.
A mensagem termina com uma frase que resume a proposta:
“Porque o autismo não tem idade. E a saúde também não.”
VOCÊ CONSEGUE IMAGINAR UM HOSPITAL PENSADO PARA TODAS AS FASES DA VIDA? Luis Miranda pensou.
A proposta prevê uma estrutura multidisciplinar, que poderia reunir diferentes áreas de atendimento, como psicologia, neurologia, psiquiatria, fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia e assistência social, além de serviços de orientação às famílias.
POR QUE ISSO IMPORTA?
Porque quando você fala de autismo, não está falando apenas de uma criança.
Está falando de uma pessoa.
Uma pessoa que cresce.
Uma pessoa que pode precisar de acompanhamento na adolescência.
Uma pessoa que pode precisar de atendimento especializado na vida adulta.
E também está falando de pais, mães, familiares e cuidadores que acompanham essa trajetória.
É essa perspectiva que a proposta procura colocar no centro da discussão.
UMA EXPERIÊNCIA QUE MIRANDA PRETENDE LEVAR PARA O DF
Ao apresentar o projeto, Miranda estabelece uma ligação entre sua atuação anterior no Congresso e sua atual proposta para o Distrito Federal.
Antes, participou do debate nacional sobre acesso a tratamentos no âmbito dos planos de saúde.
Agora, apresenta a construção de uma estrutura pública específica para o atendimento da população autista.
São questões diferentes, mas relacionadas pelo tema do acesso à saúde e ao tratamento. E, se a proposta avançar, Brasília será exemplo para o brasil.

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