Equatorial Goiás orienta proprietários sobre a importância de garantir acesso das equipes para inspeções, manutenções preventivas e atendimentos emergenciais
As manutenções preventivas e
os atendimentos emergenciais na rede elétrica da zona rural de Goiás enfrentam
um entrave cada vez mais comum no interior do Estado e, agora, também com forte
incidência em polos agroindustriais e áreas de chácaras: porteiras fechadas com
cadeados e entradas negadas em propriedades rurais ou condomínios de veraneio.
O acesso dificultado a esses locais, muitas vezes restrito pelos proprietários,
prejudica diretamente o trabalho das equipes técnicas e aumenta
significativamente o tempo que os clientes precisam esperar pelo
restabelecimento da energia em casos de ocorrências emergenciais.
Os dados operacionais de
ocorrências improdutivas são registrados quando as equipes vão a campo, mas não
conseguem executar o serviço em função do impacto dos bloqueios físicos. No
consolidado de 2025, da Equatorial Goiás, as porteiras trancadas representaram
13% desse total no Estado, enquanto os acessos impedidos somaram 7%. No
primeiro trimestre de 2026, os dois indicadores mantiveram-se estáveis, sendo
cada um deles responsável por 7% das ocorrências improdutivas em território
goiano.
Como a rede elétrica é extensa
principalmente no meio rural, cortando fazendas, matas e terrenos de difícil
topografia, a cooperação dos proprietários é vital para que os reparos
aconteçam com agilidade. No Sudoeste Goiano, a realidade preocupa pelo volume
de interrupções. Conforme explica o executivo de Serviços de Redes da
Equatorial Goiás em Rio Verde, Luiz Felipe Quintino, apenas na sua região foram
registradas 411 ocorrências com impedimento ao longo de 2025, enquanto o
primeiro trimestre de 2026 já acumula 118 casos semelhantes.
“Muitas vezes encontramos
porteiras com cadeados, não há moradores para fazer a abertura ou o acesso é
restrito em condomínios de chácaras. Enquanto aguardamos autorização ou alguém
chegar para liberar a entrada, o atendimento atrasa, o que eleva o tempo de
duração da ocorrência na linha de frente”, avalia Luiz Felipe.
Gargalo também em Anápolis e
no Entorno do Distrito Federal
O cenário de retenção das
equipes se repete de forma acentuada na região de Anápolis. Dados técnicos da
distribuidora indicam que quase metade de todas as vistorias improdutivas na
localidade, cerca de 49%, é motivada estritamente por porteiras trancadas. Ao
somar esse índice com as situações de acessos negados, que representam
aproximadamente 30%, constata-se que quase 80% dos deslocamentos perdidos pelos
eletricistas na região ocorrem devido a barreiras físicas.
O gerente de Serviços Técnicos
e Comerciais da Equatorial Goiás em Anápolis, Leandro Chaves, aponta que o
prejuízo dessa indisponibilidade atinge inclusive quem não deu causa ao
bloqueio. “O bloqueio gera um transtorno expressivo para outras unidades consumidoras
afetadas na região, que muitas vezes dependem daquele mesmo trecho da rede
elétrica e acabam ficando no escuro por causa de uma porteira trancada em uma
propriedade vizinha”, frisa Leandro.
Já no Entorno do Distrito
Federal, os obstáculos físicos são ainda mais determinantes para o insucesso
das ações em campo, respondendo por cerca de 95% das vistorias não concluídas
na regional, sendo aproximadamente 65% por porteiras trancadas e 30% por impedimentos
de acesso. O gerente de Obras e Manutenção da Equatorial Goiás em Formosa,
Diogo Silveira, detalha o impacto operacional em toda a escala de plantão.
“Quando os técnicos ficam
retidos tentando acessar uma única propriedade ou localizar o dono, nós temos
uma menor disponibilidade de equipes rurais no sistema. Esse tempo perdido
impossibilita que esses mesmos profissionais se desloquem para realizar outros
atendimentos em andamento”, esclarece Diogo.
Milhares de impedimentos de
leitura nas regionais
Além do impacto nos serviços
de manutenção, as barreiras físicas geram um reflexo direto no faturamento dos
clientes. Apenas no ano de 2026, as restrições nas regionais Norte, Nordeste e
Sul do Estado já resultaram em mais de 23 mil impedimentos de leitura de
energia, forçando a emissão de faturas pela média histórica de consumo. A
regional Norte lidera as estatísticas com mais de 10,1 mil casos, o que
representa uma média de quase 1,7 mil ocorrências por mês e responde por um
quarto de todo o volume que ficou sem leitura na região em junho. O gargalo é
liderado por Pirenópolis, Alexânia, Porangatu, Anápolis e Goianésia.
O cenário repete-se nas demais
regiões. A área Sul contabilizou mais de 6,5 mil impedimentos, mantendo média
mensal superior a mil casos, com maior incidência em Catalão, Morrinhos e
Goiatuba. Já o Nordeste acumulou quase 6,4 mil registros, com média de aproximadamente
1 mil ocorrências mensais, concentradas principalmente em Cristalina, Luziânia
e Valparaíso de Goiás. Em ambas as regionais, os acessos fechados representaram
23% das falhas de leitura em junho, mantendo-se nos mesmos patamares de 2025.
Obrigatoriedade legal e canais
de parceria
A companhia lembra que o livre
acesso às instalações elétricas que cortam as fazendas e chácaras é uma
determinação amparada por lei. A Resolução Normativa ANEEL nº 1.000/2021
estabelece expressamente que a distribuidora deve ter livre trânsito até o ponto
de entrega de energia para realizar inspeções, manutenções e atendimentos de
emergência. Como medida prática para solucionar o impasse no período noturno ou
em locais de ausência dos moradores, a distribuidora tem atuado na implantação
de cadeados padrão em porteiras estrategicamente combinadas com os produtores,
facilitando a entrada dos técnicos com total segurança.
Como alternativa para evitar o
faturamento pela média quando a propriedade estiver fechada, o consumidor pode
realizar a autoleitura. O processo é simples e consiste apenas em registrar os
números que aparecem no visor do medidor e informá-los dentro do período
correto do mês, garantindo que a cobrança reflita exatamente o consumo real da
propriedade. Esse envio do dado pode ser feito pelo Aplicativo Equatorial
Energia (Android e iOS), pela Agência Virtual no site
www.equatorialenergia.com.br, ou diretamente nas agências presenciais
distribuídas em todo o Estado. A distribuidora recomenda ainda o cadastro da
fatura por e-mail para evitar o extravio da conta impressa.
Orientadas a buscar a
conciliação, as equipes de campo apostam no diálogo direto e em parcerias
estratégicas com sindicatos rurais e para conscientizar as comunidades. Quando
não há êxito no encontro presencial com o agricultor, um comunicado impresso é deixado
na divisa da instalação informando sobre a tentativa de visita, a necessidade
de intervenção no sistema e solicitando a abertura de canais para o agendamento
prévio do retorno.
Plano de investimentos e
modernização
A urgência em garantir o livre
trânsito das equipes ganha relevância com o avanço do cronograma de melhorias
da companhia, que intensifica a troca de postes, a substituição de isoladores e
para-raios, além da limpeza de faixas de servidão antes do período de
tempestades. Ao longo de todo o ano de 2025, a Equatorial Goiás investiu
aproximadamente R$2,6 bilhões em melhorias e na modernização da rede elétrica
goiana, resultando na entrega de mais de 770 mil obras.
Em 2026, o ritmo de
reconstrução do sistema segue acelerado, com mais de 90 mil intervenções já
concluídas no Estado. A população pode acompanhar o andamento e o volume de
entregas preventivas em tempo real no site do Trabalhômetro:
trabalhometroequatorialgo.com.br
Sobre a Equatorial Goiás
A Equatorial Goiás é uma
empresa que pertence ao Grupo Equatorial, uma holding brasileira do setor de
utilities, sendo o 3º maior grupo de distribuição de energia do país, com 7
concessionárias que atendem mais de 56 milhões de pessoas. Somente em Goiás são
cerca de 3,8 milhões de unidades consumidoras, localizadas em 237 municípios do
Estado e abrangendo 98,7% do território estadual, com cobertura de uma área de
336.871 km².
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